domingo, dezembro 04, 2005

CHAMAR OS BOIS PELOS NOMES

Ao fim de 24 anos de funções como magistrado do Ministério Público (desde 1979), fui afastado de funções, em 27.02.03, em nome do “interesse público”, por “factos” de 10 a 14 anos antes do afastamento, “factos” esses que dois Tribunais Superiores (a Relação de Lisboa, em 1ª instância e o STJ em sede de recurso) já disseram, com trânsito em julgado, serem inócuos e sem violação de qualquer dever do cargo.

Espero decisão de recurso no STA há mais de QUATRO ANOS E OITO MESES.

Afastado de funções.

Sem vencimento e sem qualquer segurança social e sem assistência médica e “proibido”detrabalhar.

Apesar das decisões referidas da Relação de Lisboa e STJ, em que fui totalmente ilibado de qualquer responsabilidade, mesmo disciplinar, não se vê, por parte da “casa” do senhor Adriano Souto de Moura, a invocação do interesse público, para terminar com esta situação de injustiça em que me encontro – afastado de funções há mais de DOIS ANOS E NOVE MESES, sem vencimento nem qualquer segurança social e impedido de ADVOGAR porque, a final, o que diz a PGR (sem fundamento, segundo a Relação de Lisboa e o STJ, como vimos), mesmo sem razão, e através de processos “kafkianos”, ainda “pesa” na Ordem dos Advogados, que também nada decide sobre o meu pedido de inscrição nela, há mais de DOIS ANOS.

Sim, processos “kafkianos”.

Começou o dito processo disciplinar, em que me afastaram de funções, com uma certidão truncada e falsa que omitia, só(?!), mais de 20 documentos autênticos, fundamentadores de um despacho meu a ordenar uma detenção, para interrogatório judicial, de um burlão (em mais de 80 mil contos – sim, contos, que não Euros), despacho esse considerado “ilegal” pelo dito Conselho e fundamento do meu afastamento.

(Como se chama o Inspector que fez a participação contra mim, quer disciplinar, quer criminal?

CHAMA-SE FRANCISCO TEODÓSIO JACINTO, É PROCURADOR-GERAL ADJUNTO E PRESENTEMENTE É (SÓ) DIRECTOR DO INSTITUTO SUPERIOR DE POLÍCIA JUDICIÁRIA E CIÊNCIAS CRIMINAIS!

DEVE ANDAR A ENSINAR ÀS POLÍCIAS COMO FALSIFICAR DOCUMENTOS PARA INCRIMINAR ARGUIDOS! COM O BENEPLÁCITO DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO!)

Quando fui ouvido, na “instrução” do processo da PGR, sobre tal despacho, chamei a atenção do Inspector para o facto de faltarem tais documentos.

O que fez este?

Depois de se pronunciar DOLOSAMENTE contra mim, juntou tal certidão, com aqueles documentos em falta, NUM OBSCURO APENSO, em vez de os incorporar nos autos, como é de LEI, na expectativa, PIDESCA, de que ninguém os visse.

(COMO SE CHAMA ESTE INSPECTOR?

JOSÉ NUNES GONÇALVES DE CARVALHO, É PROCURADOR-GERAL ADJUNTO E CONTINUA INSPECTOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DA CONFIANÇA DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO!)

E não é que ninguém viu mesmo tais documentos emfalta?!

Desde o Relator (que não quis "ver") até ao Conselho Superior do Ministério Público.

Como é que eu sei?

É simples.

As conclusões do dito Conselho (contra mim) e da Relação e do STJ (a meu favor) são diametralmente opostas e, nestes últimos, tive oportunidade de explicar a “leitura” de tais documentos e os fundamentos do meu despacho, considerado, agora, absolutamente correcto e legal, ao contrário do que disse o dito Conselho.

Assim anda a "casa" de Adriano Souto de Moura.

Mal, muito mal.

E eu a sofrer a injustiça dela.

Há mais de DOIS ANOS E NOVE MESES afastado, ilegitimamente, de funções.

Com um recurso pendente no STA há mais de QUATRO ANOS E OITO MESES.

E os juízes lá vão falando do quanto trabalham…

E eu, ilegal e ilegitimamente, em greve “forçada”…

Imposta pela “casa” de Adriano Souto de Moura…

Que PGR é esta?

Que Conselho Superior do Ministério Público é este?

Que país é este?

4 Comments:

Blogger leonor alba said...

A esperança é a ultima a morrer. A justiça de Deus nunca falha por isso seja persistente e não desista por isso esses homens terão aquilo que merecem. Não queria estar na pele deles, porque nessa Justiça eles não poderão fazer vigarices nem falsificações. Tenha Fé porque essa é que nos salva.

10:11 da manhã  
Blogger NoSilence said...

Poderá Deus confiar nos homens que dizem confiar n'Ele? Os problemas dos homens não terão que ser "resolvidos" por todos nós?

12:00 da tarde  
Blogger ÓSCAR ALHINHOS said...

É escandaloso o que se passa neste País, na Justiça Portuguesa e, sobretudo, no Mº Pº.
Como é possível que pessoas como esse tal Teodósio Jacinto e Gonçalves Carvalho continuem a exercer as suas funções?
Deus é grande e não dorme!....
Recordo-me de um célebre Inspector do Mº Pº que, tal deve ter sido o peso da sua consciência ( sim, pq mesmo este tipo de pessoas tb têm consciência...), se enforcou. A sua vida terminou, dessa forma, na ponta de uma corda!...
Talvez aqueloutros venham a sofrer na pele o que fazem sofrer aos outros...

3:15 da tarde  
Blogger ELEMENTOS said...

HOJE A SITUAÇÃO DE INJUSTIÇA ...DE RELATÓRIOS PERSEGUIDORES...VIVE-SE NO CEJ...LOGO À PARTIDA....EU FALO EM CAUSA PRÓPRIA...O CURIOSO É QUE TAMBÉM SÃO PROCURADORES QUE O FAZEM A PESSOAS QUE TAMBÉM QUEREM SER BONS PROFISSIONAIS E PROCURADORES...PORQUE SERÁ!?

3:09 da tarde  

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