sexta-feira, outubro 23, 2009

O NOSSO NOBEL DA LITERATURA E "CAIM"

Sou religioso.

Também combato as ideias dos ateus, com os quais, como é evidente, não concordo.

E não concordo, porque o meu "paradigma" é religioso.

E o meu "combate" passa por tentar demonstrar aos ateus que o seu "paradigma" está errado.

Agora (e já li o livro do nosso Nobel da Literatura, José Saramago, "Caim"), não aceito que os que se dizem "religiosos" ataquem de forma ignóbil aquele autor e a sua liberdade de expressão e de criação dentro do seu "paradigma" ateu.

Neste particular estou do lado de José Saramago, não porque concorde com o seu "paradigma" mas porque o seu DIREITO à liberdade de expressão e criação literária é UM DIREITO FUNDAMENTAL no NOSSO (de ateus e religiosos) PARADIGMA DEMOCRÁTICO!

(Aliás, o livro em referência, contém finas ironias de lógica imbatível, dentro do seu "paradigma" de apreciação, que aconselho a sua leitura a todos - e não conheço pessoalmente José Saramago, nem a sua editora, nem tenho qualquer interesse "material" nisso).

Disse!

7 Comments:

Blogger Das divergências e convergências said...

Não entende o paradigma ateu? Não se pode comparar um ateu a um católico. São niveis diferentes. O natural mesmo é não acreditar... Dificil é explicar o que está escrito lá nos textos sagrados. A coisa mais natural é uma pessoa não se acreditar nessas coisas, pouco normal é acreditar. Não existe paradigma ateu...
Não se acredita porque as coisas tao tao mal explicadas e só com muito esforço e tal é que fazem sentido.
Nao é quem nao acredita que tem que explicar o porque (é óbvio) esse encargo cabe precisamente aos católicos, não o conseguem fazer.
Um catolico e uma pessoa que nao acreditam estao em planos muito diferentes. Sempre quiseram equiparar, mas é impossivel!
A comparar comparem-se religioes, nao factos e racionalidade com mitos, é desonesto.

Já agora, pense nisso!

1:36 da manhã  
Blogger victor rosa de freitas said...

Não vou entrar, AQUI, na discussão sobre paradigmas diferentes.

Apenas lhe digo que o meu paradigma religioso, passa por acreditar em DEUS e não em textos "sagrados".

A religião não se reduz ao catolicismo...

Eu entendo o paradigma ateu, mas não o perfilho.

O meu amigo é livre de acreditar no que quiser.

Eu também.

Já agora, pense nisso!

2:11 da manhã  
Blogger Zeca Portuga said...

Este comentário foi removido pelo autor.

2:03 da tarde  
Blogger Zeca Portuga said...

Eu não creio que exista um “paradigma ateu”.
A grande maioria dos ateístas nem sequer é ateia: são simples revoltados ou traumatizados a destilar um recalcamento remanescente de forma corrosiva.
Ao contrário do comentador anterior, os grandes especialistas afirmam que a ideia de Deus é inata no Homem (por isso está presente em todas as civilizações, independentemente da sua localização, e até no Homem pré-civilizado).

No caso de Saramago, o problema não está naquilo que ele escreve, mas sim nas violência das suas afirmações públicas, que são de uma imbecilidade atroz, que são agressões gratuitas ao cristianismo, à cultura ocidental, aos crentes, à liberdade dos demais, aquilo que a maioria defende e até à sã e pacífica convivência social.
Não é necessário descrever o passado sujo ou ideologia nojenta que o norteia, pois pelas suas afirmações vemos de quem se trata.
Convém não confundir ateus com ateístas.
Um ateu não liga a questões religiosas, tal como eu não ligo a fantasmas – não existem, ponto final. Um ateísta é um javardo fundamentalista, perigoso, pró-terrorista, pronto a espalhar malevolência e confusão, possuído de ódio doentio ou psicologicamente afectado. Este ateísmo que temos por cá (com Saramago, a Tasca Ateísta de Lisboa, etc) está o ateu verdadeiro, tal como os talibãs estão para o crente verdadeiro (aliás, um ateísta é um talibã se for comparado com um ateu). Um ateísta não combate a religião pelo facto de não acreditar em Deus, mas combate os crentes com a ideia de que está a desafiar Deus e a combatê-lo, já que está convencido que Ele existe, mas quer demonstrar que não o teme.
Conheço imensos ateístas pelo mundo fora. Alguns acabaram por se juntar a seitas satânicas, por acharem que se identificam com a sua luta, outros defendem a criação de uma seita “proto-religiosa” que combata, com as mesmas armas, as religiões actuais e reconhecidas, outros ainda refugiam-se na sua visibilidade para desafiar os crentes.
Alguns deles acabam em instituições psiquiátricas, outros acabam aceitando a sua crença, outros comentem actos tresloucados (o meu amigo HH, do Portal Anti-ateu, tem alguns ex-ateístas ligados ao Portal que dão excelentes testemunhos – pena é que não permitam que eles sejam públicos).
Portanto… não existe um paradigma ateísta, nem estes ateístas são ateus.

2:12 da tarde  
Blogger victor rosa de freitas said...

Quando falo em "paradigma" ateu, refiro-me ao conceito científico de "paradigma" (tal como é visto por Thomas Khun, in "A Estrutura das Revoluções Científicas", Ed. Guerra e Paz), como o "pano de fundo" em que se move a sua "idiossincracia". Claro que se pode falar também, e ao lado do paradigma "ateu", de um paradigma "ateista", mas terão ambos em comum a mesma vertente de renúncia ao conhecimento e aceitação de um SER ABSOLUTO, CRIADOR de TUDO e cujas Leis os crentes procuram sempre conhecer e orientar-se por elas.

Não vou, porém, trair o meu anterior comentário (nº 2) de que, AQUI, não vou discutir "paradigmas", muito menos diferentes.

3:01 da tarde  
Blogger Das divergências e convergências said...

Bem, para terminar, existe um ser superior, acredito que sim. O da biblia nao é decerto porque não faz qualquer sentido.

1:24 da manhã  
Blogger Orlando said...

A posição de Saramago é óptima. Eu também gostaria de defender a ditadura do proletariado e ao mesmo tempo minar a liberdade de expressão com a minha liberdade de expressão. Este artigo vai merecer um outro no meu blogue.

11:24 da manhã  

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