segunda-feira, março 23, 2020

MORRENDO E RENASCENDO…

«As civilizações, as instituições e as eras vão morrendo sucessivamente para poderem renascer em forma mais elevada e mais perfeita. Também vós – e tudo quanto existe – ides morrendo e renascendo ciclicamente até que a perfeição seja atingida e não mais haja morte. O que é verdadeiro é eterno, intemporal. Ora o que é intemporal e eterno permanecerá sempre nos seres, nas civilizações, no pensamento, nas criações, nas religiões e em tudo quanto existe. Embora pareça ter morrido, ressurgirá noutra forma e, sendo essa forma mais perfeita, abençoada foi a morte. O que é eterno permanece mas o que é transitório, aparente, humano e imperfeito continuamente se altera, modifica, desaparece morrendo. Ainda bem que assim é para que sejais livres. Se os vossos corpos ou as vossas imperfeições morrem, tanto melhor: depois de cumprirem a sua função, já de nada valem e libertar-vos-eis. Se a vossa civilização, os hábitos de vida, os dogmas, os erros e as construções transitórias caem em ruína, tanto melhor. Tendes de vos libertar de tudo o que vos aprisiona e, sem tudo isso, continuareis a ser. O que, porém, é verdadeiro, intemporal e vem do espírito, permanecerá. Enquanto for precisa a manifestação, enquanto o homem continuar a precisar de edificar na matéria, o que é intemporal reencarnará noutra forma. Isto é igualmente verdade para as almas, para as ideias, os valores e as leis. Com o que de verdadeiro havia nas formas, nas civilizações, nos dogmas e nos hábitos que agora morrem e com as novas verdades, que estais aprendendo, construireis novas formas mais perfeitas, que melhor expressem na Terra o reino de Deus.» (In “AS NOVAS ESCRITURAS”, Vol. I, “O LIVRO DO AMANHÔ, Centro Lusitano de Unificação Cultural, pág. 127) - Victor Rosa de Freitas – Benavente, 23.03.2020

on-line
Support independent publishing: buy this book on Lulu.