DEPOIS DA CASA DO PAI, O ESQUECIMENTO NA TERRA…
«Quando trabalha em si mesmo ou noutra pessoa está, na verdade, a trabalhar num ser de dupla natureza, dotado de um corpo físico e de um espírito. Acredito que, quando chegamos a este mundo, trazemos um véu colocado sobre as nossas mentes, para que não tenhamos lembrança da nossa existência anterior. Chegamos num estado de total amnésia.
«Permita-me partilhar consigo uma experiência muito pessoal sobre este conceito.
«Um dia enquanto estava sentado tranquilamente a meditar, tive uma revelação espiritual profunda.
«O véu da memória, que nos separa da nossa existência antes de chegarmos à Terra, foi subitamente levantado. Cada partícula do meu ser foi instantaneamente preenchida por um sentimento avassalador, e indescritivelmente poderoso, de “saudades de casa”. Era um desejo profundo de “regressar” ao meu lar celestial, o meu “verdadeiro lar”. Esse sentimento insuportavelmente intenso durou apenas alguns segundos e a seguir desapareceu, deixando-me a cambalear de surpresa.
«Passei por essa sensação de saudades de casa numa série de ocasiões ao longo da vida, mas desta vez foi bem além de algo que eu possa descrever.
«Com esta experiência, percebi que este véu de esquecimento é uma coisa positiva. Se ele não existisse para nos bloquear as memórias do nosso glorioso passado, quando vivemos com o nosso Pai do Céu, estou convencido de que não seríamos capazes de enfrentar esta vida na Terra, nem sequer por cinco minutos.
«Compreendi que aqui somos realmente estranhos, que «em nuvens gloriosas cá chegamos, de Deus, o nosso lar».
«A Terra não é a nossa verdadeira casa. Aqui somos visitantes, enviados para escolhermos entre o bem e o mal, para ganhar fé e a experiência de viver em corpos físicos. Fomos enviados para aprender o máximo possível e, especialmente, para aprendermos a amar e a servir-nos uns aos outros.
«O espírito dentro de nós, essa parte que sempre existiu, pode falar-nos através do nosso corpo físico. O teste muscular é a ligação que nos permite aceder a esse conhecimento.
«Não é ótimo que apenas baste perguntar?»
(In “O CÓDIGO DA EMOÇÃO”, de Dr. Bradley Nelson, lua de papel, págs. 216 e 217)
Benavente, 30.04.2026
-
Victor Rosa de Freitas -

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home