DISSONÂNCIA COGNITIVA...
«A dissonância cognitiva refere-se à tensão psicológica interna provocada pelas contradições que surgem entre as novas informações – um certo número de dados da parapsicologia, por exemplo, ou o desempenho dos “viewers” do Programa Stargate, as EQM, etc. – e as crenças, as emoções e o conjunto do que pensamos saber. Leva-nos a adotar uma posição de rejeição que não resulta de um raciocínio racional e que nada tem que ver com falta de inteligência.
«Alimenta um mecanismo de negação inconsciente em todos nós, face a tudo o que é demasiado fora do comum, e ameaça a estabilidade das grelhas de leitura por meio das quais tentamos compreender o mundo.
«Observei-o em mim próprio, no decurso das minhas investigações. Em várias ocasiões senti esta tensão interna provocada por novos dados que me obrigavam a questionar os meus conhecimentos anteriores. Não o conseguia fazer espontaneamente. Por mais que a minha razão me dissesse que o que estava a descobrir tinha fundamento, como o que te apresentei neste livro até agora, ao mesmo tempo “qualquer coisa” de mim resistia.
«A dissonância cognitiva não é uma coisa má em si mesma, se estivermos conscientes do seu carácter emocional e, sobretudo, irracional, e se, por isso, trabalhamos para a reduzir. Para mim, em vez de ser uma desvantagem, tem sido uma força motriz, motivando o meu desejo de prosseguir incansavelmente com as investigações, ao mesmo tempo que aumenta a minha exigência de rigor científico.
«Porque a melhor maneira de reduzir a dissonância cgnitiva é examinar os assuntos que nos incomodam e estudá-los sem preconceitos, a fim de reduzir gradualmente a tensão causada pelo fosso entre o nosso conhecimento e as novas informações que o perturbam.»
(In “a morte não existe”, de Stéphane Allix, MARCADOR, págs. 220 e 221)
Benavente, 10.10.2026
- Victor Rosa de Freitas -

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