JESUS CRISTO E A CURA...
«Jesus sabia que o problema humano raramente está apenas no corpo. O corpo é, na maioria das vezes, o último lugar onde um desequilíbrio aparece. Antes de se manifestar fisicamente, a dor já se organizou no campo interno – nas crenças, nas emoções, na forma como a pessoa interpreta a própria história. As pessoas não sofrem pelos factos em si, mas pelas crenças que carregam sobre os factos. É esta interpretação contínua que mantém o sofrimento ativo.
«O passado não se repete porque «tem que ser assim». Ele repete-se porque a mesma leitura interna continua a operar. Enquanto a crença permanece intacta, a realidade tende a reorganizar-se sempre da mesma forma. Por isso Jesus não começava pelo sintoma, mas pela consciência. Ele sabia que sem uma mudança interna, qualquer cura seria apenas temporária.
«É neste contexto que se entende a pergunta recorrente de Jesus: “O que queres que eu te faça?”. Esta pergunta não estava assente numa formalidade; era um convite à clareza interior. Sem clareza interna, não há transformação externa. Enquanto não soubermos exatamente o que queremos – ou enquanto pedirmos algo, mas sustentarmos internamente o oposto – o campo permanece incoerente. E incoerência não sustenta cura.
«A verdadeira prisão do ser humano não é o mundo externo, nem as circunstâncias. É o conjunto de crenças que ele nunca questionou. Jesus trabalhava justamente neste ponto: dissolver crenças limitantes, medos, culpas e identificações que mantinham a pessoa presa ao estado antigo. Só depois disto o corpo podia responder de forma diferente.
«Hoje, a ciência começa a confirmar aquilo que Jesus aplicava intuitivamente. Estudos conduzidos por grandes institutos de pesquisa, como o “HeartMath Institute”, demonstram que o ser humano só consegue influenciar de forma consistente a própria realidade – inclusive processos biológicos e expressões do DNA – quando entra num estado chamado “coerência cardíaca”. Este estado ocorre quando a onda do pensamento entra em ressonância com a onda do sentimento, criando alinhamento entre mente e coração.
«Este era, na prática, o maior trabalho de Jesus antes da cura: levar a pessoa a um estado de alinhamento interno. Ele conduzia a consciência do «eu quero» - que carrega falta, expectativa e distância – para o estado “já é”, onde há aceitação, entrega e confiança. Quando a pessoa vibra no “já é”, a cura deixa de ser algo desejado no futuro e passa a ser uma realidade acessada no presente.
«Neste estado de coerência, o corpo apenas seguia a nova informação do campo. A cura não era forçada; ela estabelecia-se naturalmente. Por isso Jesus não separava cura física de transformação interior, para ele, ambas eram o mesmo processo, visto em níveis diferentes.
«Assim, Jesus trabalhava o interior porque sabia que a “causa precede o efeito”, que “a consciência organiza a matéria” e que “sem alinhamento entre mente e coração não existe milagre duradouro”. O que ele ensinava não era apenas curar o corpo, mas libertar o ser humano da prisão invisível que sustenta o sofrimento. Quando esta prisão se dissolve, a cura deixa de ser exceção e passa a ser consequência.»
(In “JESUS CRISTO – O MAIOR FÍSICO QUÂNTICO QUE JÁ EXISTIU”, de Cleiton Alves, EDIÇÕES MAHATMA, págs. 69 a 71)
Benavente, 18.06.2026
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Victor Rosa de Freitas –

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