quinta-feira, fevereiro 26, 2026

O “CRIMINOSO” NÃO PASSA DE UM INFELIZ…

 «Povos sem organização política e, portanto, menos depravados do que nós entenderam perfeitamente que o homem a quem chamam de «criminoso» é simplesmente um infeliz, que a solução não é açoitá-lo, acorrentá-lo ou matá-lo no cadafalso ou na prisão, mas ajudá-lo como a um irmão, dispensando-lhe um tratamento baseado na igualdade e nos costumes em vigor entre os homens honestos. Na próxima revolução, esperamos que o grito de guerra seja:

«”Queimem as guilhotinas, destruam as prisões, expulsem os juízes, os polícias e os informantes – a raça mais imunda que existe sobre a face da Terra -, tratem como a um irmão o homem que foi levado pela paixão a praticar o mal contra o seu semelhante; e, sobretudo, retirem dos ignóbeis produtos da ociosidade da classe média a possibilidade de exibir seus vícios sob cores atraentes, e estejam certos de que apenas uns poucos crimes virão perturbar a nossa sociedade”.

«Os principais incentivadores do crime são a ociosidade, a lei – leis que regem a propriedade, o governo, as punições e os delitos – e a autoridade que toma a seu cargo a criação e aplicação dessas leis.

«Chega de leis! Chega de juízes! Liberdade, igualdade e solidariedade humana são a únicas barreiras efetivas que podemos opor aos instintos antissociais de alguns seres que vivem entre nós.»

- PETER KROPOTKIN, in “Lei e autoridade”, 1886 –

(In “OS GRANDES ESCRITOS ANARQUISTAS, de George Woodcock, L&PM EDITORES, págs. 122 e 123)

Benavente, 26.02.2024

- Victor Rosa de Freitas -



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