quinta-feira, janeiro 22, 2026

A CONDIÇÃO HUMANA NO DCIAP…

 «O DCIAP vivia envolto em muita confusão processual e com episódios bem insólitos que não passaram naturalmente para o relatório da inspeção, mas que se estenderam bem para além da direção de Cândida Almeida. Havia casos em que as mulheres de procuradores apareciam subitamente no departamento para fazer autênticas peixeiradas porque sabiam que os maridos as traíam com colegas solteiras ou casadas. Outras magistradas atraiçoavam os maridos e arranjavam imaginárias viagens ou noitadas de trabalho para justificar as ausências. Até cenas de sexo ocorriam nos gabinetes do DCIAP, sendo que alguns deles não eram sequer dos magistrados em causa. O inusitado era de tal ordem que, quando um magistrado foi promovido a procurador-geral adjunto e saiu do departamento, fez até questão de levar o sofá que tinha no gabinete, justificando que estava muito ligado emocionalmente: era lá que tivera agitadas cenas de sexo com uma colega que depois do almoço tratava por tu os copos de uísque.»

(In “O TRIBUNAL DOS PODEROSOS”, de António José Vilela, casa das letras, pág. 101)

Benavente, 22.01.2026

- Victor Rosa de Freitas –

 


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